CFP

Clube Filatélico de Portugal

Carta Aberta ao Sr. Pedro Vaz Pereira PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por cfp   
Terça, 09 Maio 2017 21:18

Carta aberta ao Sr. Pedro Vaz Pereira

Caro Senhor

É do seu conhecimento que há mais de doze anos que como associado deste clube e Presidente de Direcção da Federação Portuguesa de Filatelia tem vindo a manter uma acesa e despudorada perseguição ás direções do nosso Clube ás quais sempre tive o prazer de presidir. Temos vindo a ser massacrados com despautérios, difamações, insinuações insidiosas e tentativas sucessivas de lesar os interesses de uma colectividade que deveria ser acarinhada pela instituição que dirige, assim como na sua condição de associado. Temos mantido um “low profile” de forma a defender o nosso clube daquilo que você pretende: a sua extinção, porquanto pela sua grandeza este clube é uma “pedra no seu sapato”, na sua tentativa de a todo o custo querer dominar a seu belo prazer o espaço filatélico nacional, mas também com aspirações a ser o mais alto dirigente da filatelia internacional.

Porém é este o momento oportuno para desmistificar a sua personagem porque a filatelia portuguesa está cansada das diatribes do seu “Grande Líder”. E começamos por um dos últimos e-mails da sua lavra datado de 20 de Março de 2017 que a seguir transcrevemos:

Vou ser “Expulso” do Clube Filatélico de Portugal

Pela carta de 22 de Fevereiro de 2017, refª 02.Cfp.17 vou ser “expulso” do Clube Filatélico de Portugal.

Em Outubro de 2015, sou informado por membros dos Corpos Sociais do CFP e outros proeminentes membros do CFP, que tinham existido graves situações ilícitas com diverso material para os Leilões do CFP.

Foram-me relatados graves ilícitos.

Como sócio do CFP, hoje com mais 44 anos de membro, procurei obter por parte da Direcção do CFP explicações e até hoje só encontrei o silêncio.

Ora eu entendo que se existiram ou não  actos ilícitos graves nos leilões do CFP a Direcção, o Sr. Élder Correia e em especial o Tesoureiro Carlos Silvério, têm a obrigação de explicar num comunicado ou na revista tudo o que aconteceu e a existirem actos ilícitos,  o que foi feito para solucionar a situação em termos judiciais e económicos.

A partir daqui informei a Direcção do CFP e o Sr. Carlos Silvério, Tesoureiro da mesma,  que só pagaria as quotas de 2015 e 2016 e agora 2017,  desde que tudo fosse devidamente esclarecido aos sócios do CFP, evitando-se a especulação e o alarme público deste assunto.

Recebi como resposta a carta que junto, datada de 14.11.2016. Na assembleia geral do CFP estiveram aí meia dúzia de sócios, certamente a grande maioria membros dos Corpos Sociais. Uma brincadeira esta resposta e uma falta de respeito para com os sócios.

Recebi agora a carta de 22 de Fevereiro de 2017, que me ameaça de ser “expulso” se não pagar as quotas.

Estas pessoas ainda não entenderam, que eu pagarei de imediato as minhas quotas desde que expliquem aos sócios o que se passou!!!!!!!!

Ora a Direcção do CFP ainda não compreendeu, que não é com o silêncio sobre este assunto, que se resolve o mesmo. Resolve-se assumindo-se claramente o problema existindo o mesmo ou não, explicando-o e informando os sócios de todas as medidas tomadas para o solucionar. Até lá muita especulação pode ser feita.

VAMOS ENTÃO SR. ÉLDER CORREIA E SR. CARLOS SILVÉRIO EXPLICAR BEM EXPLICADINHO O QUE SE PASSOU e fico por aqui por enquanto!

Assim estimados filatelistas se ouvirem que fui “expulso” do CFP por não ter pago quotas, não acreditem porque não é verdade. Aqui fica a única razão bem explicada, das razões!

Em resposta a este texto digno de uma novela de cordel eu direi o seguinte:

1 – Em primeiro lugar toda a polémica dos lotes desaparecidos no Clube Filatélico de Portugal foi devidamente explicada na Assembleia Geral do Clube do ano passado. Era o lugar apropriado para explicar, aos associados interessados, as ocorrências dos factos. Cada associado levantou as questões que achou pertinentes e foram-lhes dadas as explicações necessárias. Não temos por hábito fazer o que você faz, de vir a público qual juiz omnipresente julgar as pessoas, como se fosse o detentor da razão.

2 – Apercebendo-me, porque por diversas vezes lhe lancei o repto para se candidatar à Presidência do Clube Filatélico de Portugal, que estava a encontrar uma justificação para não o fazer, decidi pagar do meu bolso as suas quotas em atraso para que não fosse desvinculado do nosso clube. É que eu quero vê-lo como Presidente de Direção do CFP. Não o quero expulso ou mais apropriadamente DESVINCULADO. Quero que você para aqui venha fazer aquilo que sempre apregoou que faria: comprar uma sede, fazer leilões a comprar lotes no Ebay a tostões e vendê-los aqui por milhões, pagar o IVA, fazer exposições, etc, etc….

3 – E para que não restassem dúvidas a si como “Grande Líder” da filatelia, expliquei no editorial da nossa revista n.º 454 o que na realidade se passou quanto aos lotes desaparecidos. Por isso Sr. Pedro Vaz Pereira não existem razões para não assumir a liderança do Clube Filatélico de Portugal e continuar por muitos e bons anos como seu líder e associado. E assim poderá em local próprio aquilatar das grandes negociatas que você sempre acusou de se fazerem à sombra do nosso Clube.

Depois de várias insistências nos editoriais para que você como “Grande Líder” se candidatasse à gestão do nosso Clube recebemos mais uma obra literária da sua lavra que a seguir transcrevo:

O Repto do Sr. Élder Correia

O Presidente do CFP lançou-me o repto de ir tomar conta do CFP, quando ele no próximo ano sair.

Ora Sr. Élder Correia, acredite que nada me dava mais gozo do que reformar esse clube, de voltar a colocá-lo no topo dos grandes clubes nacionais e europeus de filatelia. Fazer leilões para o CFP e comprar-lhe finalmente uma sede! Só que voltar a colocar esse clube no topo e tirá-lo do fundo onde se encontra, obrigaria a muito trabalho, que requereria muitíssimo tempo.

Contudo Sr. Élder eu sou Presidente da Federação Portuguesa de Filatelia, onde desempenho uma função altamente laboriosa e que me ocupa também muito tempo. Começámos agora a dar os primeiros passos para uma exposição europeia em Lisboa em 2020, e como não sabe, projectos deste tipo dão muito trabalho e necessitam de muito tempo!!! Para além disso estou ligado a um grande conjunto de projectos literários, que me vão obrigar a muita investigação e ocupar imenso tempo até pelo menos 2022. Quando me meto num projecto faço-o de forma consciente e só o assumo, se o puder realizar por completo.

Assim não posso tomar a direcção do CFP com muita pena minha, acredite!!! Já lhe disse o que o Sr.Élder Correia tinha que fazer para voltar a ter um CFP de grande nível. Então faça-o. Nada mais fácil.

Cumprimentos

Pedro Marçal Vaz Pereira

Sócio nº 92 AINDA do CFP

Quanto a este texto devo dizer-lhe o seguinte:

1 – São apenas, como diz o povo, “desculpas de mau pagador”, porque não são fundamentos para não assumir a liderança do Clube pelas razões que passo a explicitar:

a) Iria juntar o útil ao agradável. Não é você que diz que o Clube não realiza exposições? Pois é a grande oportunidade de incluir o Clube numa grande Exposição: a Europeia de 2020. Era uma situação óptima para si pois fazia o que se costuma dizer “dois em um” e sairia com o seu “super ego” em alta.

b) Os projectos literários sempre foram uma desculpa sua. Já em 2010 alegou essa desculpa. Porém o Clube dar-lhe-ia mais visibilidade para as obras literárias da sua lavra. Por isso as suas desculpas são confrangedoras.

c) E vêm na linha da sua fuga para a frente para não assumir os destinos do Clube.

2 – Por outro lado subentende-se do texto uma confissão pública da sua incapacidade para gerir o Clube Filatélico de Portugal. É que o Clube não recebe chorudos subsídios dos CTT, para suportar a nossa actividade. Todos os tostões nesta casa são ganhos com muito trabalho e você sabe bem que assim é, mas nunca o quis admitir, e fez sempre todos os possíveis e impossíveis para nos retirar qualquer subsídio numa ânsia de derrubar as minhas direcções.

3 – Porque implicitamente poderá estar a interiorizar que em termos de leilões filatélicos é quase que um analfabeto, para poder realizar um leilão com sucesso. Se dúvidas houvesse basta reportar-me ao último leilão realizado pela Federação Portuguesa de Filatelia em que peças de grande raridade e valor estavam incluídas em lotes e acumulações que foram a leilão por preços irrisórios e que alguns compradores, parte deles em tempo ligados a Direções da sua Federação não tiveram o pudor de se gabarem das “borlas” que levaram para casa, para prejuízo da Federação e dos proprietários dos lotes. E a propósito, liquidou e entregou a Federação aos cofres da Autoridade Tributária na época o IVA desses leilões? Presumo que não pois adquiri lotes nesse leilão e não vi o IVA liquidado numa espécie de factura que me foi entregue.

4 – E já agora no que respeita ás exposições quero recordar-lhe que em 2004 fomos convidados pela Federação para em parceria se organizar em Lisboa uma Philaibéria. Conseguimos que o Museu da Cidade nos facultasse as suas instalações para aí a realizar, mas como a Federação comemorava nesse ano o seu cinquentenário queria um maior brilhantismo na exposição, pelo que abdicou das mesmas. Andei consigo a avaliar a hipótese da Cordoaria, mas os elevados custos da sua organização nesse espaço depressa o levaram a abdicar do mesmo. Acabamos por ir parar a Estremoz, num pavilhão sem o brilhantismo de que tanto ansiava. A propósito: sendo uma exposição conjunta entre o CFP e a Federação, nunca nos apresentou as contas dessa exposição, tendo-as sonegado vergonhosamente. É que os elevados custos, com a hospedagem de todo o séquito da Federação, num hotel de luxo em Estremoz, saíram caro à organização.

E de seguida vem a rábula do seu direito de resposta ao meu editorial da revista 450 do CFP. Vou aqui transcrevê-lo para que toda a comunidade filatélica tenha conhecimento do mesmo. É que nada tenho a esconder. A minha atuação á frente das sucessivas direções do CFP foi sempre transparente e no pressuposto da defesa dos interesses do Clube que você tantas vezes atacou. Aqui fica mais um texto erudito da sua lavra:

Resposta de Pedro Marçal Vaz Pereira ao editorial da revista n.º 450 de Dezembro de 2015 de acordo com a deliberação ERC/2017/27 (DR-I) de 8 de Fevereiro de 2017

O Sr. Élder Correia produziu mais um editorial de escárnio e maldizer, numa revista de Dezembro de 2015, sobre assuntos passados em Fevereiro de 2016, que não lhe dizem respeito e dos quais pouco ou nada sabe. Falta objectividade no mesmo, já que não tendo argumentos, escreve em abstracto, sem uma única vez concretizar nomes nos casos, das pessoas, ou quais as situações a que se refere. Limita-se a generalidades abstractas, que certamente se dirigem a alguém. Contudo não tendo a certeza das suas verdades, já que não tem a coragem de forma objectiva de explicar à filatelia portuguesa, o que se pretende dizer, fica-se na dúvida se não estará a referir aos gravíssimos problemas internos, que existem no Clube Filatélico de Portugal!!! A Federação Portuguesa de Filatelia forma um grupo coeso e tem como princípio que “nos cães da matilha não se morde”!!! Por outras palavras não aceitamos faltas de lealdade, solidariedade, cooperação e amizade e menos crimes de plágios ou abusos de confiança. Somos sempre solidários, com gente séria e honesta!! Deve pois o Sr. Élder Correia explicar com clareza e ética aos sócios, o que se passou, com os leilões do CFP e ainda as razões para a demissão apresentada pelo Director Sr. José Correia. O silêncio do Sr. Élder Correia não serva a filatelia, e só perguntamos porque tal acontece? Que espera o Sr. Élder Correia para nos esclarecer? E porque não se demitiu ainda, perante a gravidade da situação? O Clube Filatélico de Portugal não existe, como instituição válida da filatelia organizada portuguesa, sendo o seu quase único objectivo o negócio puro e duro do leilão filatélico, onde alguns fazem chorudas mais valias, mas o Clube Filatélico de Portugal, umas magras migalhas. Para quando, voltarmos a ter um Clube Filatélico de Portugal a sério? Só com novos directores, já que destes que lá estão, nada mais esperamos, senão inércia e confusões.

Pedro Marçal Vaz Pereira

Presidente da Direcção da Federação Portuguesa de Filatelia

Mais uma vez afirma que não sabemos nada de nada do que vai na sua mente. Porém devo esclarecê-lo que alguma coisa sei, porque você muito se melindrou com o meu editorial e já agora sobre o tão falado dogma “nos cães da matilha não se mordem” repare que você bem mordeu os calcanhares do seu muito amigo Professor Marcial Passos que tantos elogios mereceu da sua parte no prefácio da obra plagiada do qual ele foi um dos autores. Acabei de ler agora uma resposta por si dada a um e-mail trazido a público pelo Eng.º Vitor Jacinto, bastante vergonhoso por sinal, que você pensava dirigir-me, com um ataque muito violento a mim e ao Eng.º Horácio Novais e não me contive com a candura do mesmo. Só faltou ir a um célebre programa televisivo de nome “PERDOA-ME”.

Senão vejamos o que está em causa:

a) Em 25 de Setembro de 2010 por carta registada do Clube Filatélico de Portugal foi solicitado à Federação um apoio financeiro para suportar o custo da nossa página Web onde apontávamos o facto de nela fazer parte o Catálogo de Inteiros Postais de Portugal da autoria do nosso associado Eng.º Horácio Novais, que consistia na atualização do anterior catálogo do Professor Doutor A. H. de Oliveira Marques de quem se obteve a devida autorização para dar continuidade à sua excelente obra.

b) Em 23 de Novembro de 2010, pasme-se a demora na resposta, pelo ofício n.º 374/2010 da Federação Portuguesa de Filatelia fomos informados de que não haveria nenhum subsídio para 2011 porque a Federação já havia enviado o Plano Exposicional para os Correios de Portugal. Por isso você tomou conhecimento da existência do aludido Catálogo.

c) Na Revista n.º 427 de 30 de Março de 2010, no meu editorial dou conhecimento de acabamos de editar o catálogo anteriormente referido. Garantidamente o Sr. Pedro Vaz Pereira leu-o, porque pode não ler o resto da revista, mas o meu editorial é de leitura obrigatória, pois sempre aparece um e-mail seu ou editorial da Filatelia Lusitana a criticar tudo o que lá vou escrevendo. Portanto teve conhecimento da publicação do trabalho do Eng.º Horácio Novais

d) Pelo que li da obra publicada pelo Professor Marcial Passos e José Manuel Silva Pereira o prefácio é da autoria do Sr. Pedro Vaz Pereira, e isso não pode desmentir, pois em lado algum vi negar ter feito tal prefácio, onde os elogios aos autores são quase que uma declaração de amor eterno a tão valiosa obra. Digamos que pelas suas palavras quase se equivaleria á épica obra de “Os Lusíadas” de Luís de Camões.

e) Como se isso não bastasse a matéria relativa aos inteiros postais de carácter turístico intitulado “Turismo e Inteiros Postais” (onde o plágio é mais notório, pois foi feita uma cópia integral do que publicou Horácio Novais) foi publicada na revista n.º 440 de Junho de 2013, por isso para além do site também estava editado em papel.

f) Pelo projeto de carta a ser enviado ao Clube Filatélico de Portugal, agora tornado público pelo Eng.º Victor Jacinto, o Sr. Pedro Vaz Pereira diz taxativamente:

Pois é, se o Sr. Novais tem pedido à Federação Portuguesa de Filatelia, se calhar já tinha tido o seu livro publicado. Foi com muita honra e prazer, que patrocinámos o magnífico trabalho agora editado em livro. Mas este livro, foi analisado e discutido entre mim, e o Sr. Professor Marcial Passos, numa reunião de Direcção, que tivemos em Lisboa. Nunca me passou pela cabeça, que no site do CFP estivesse fosse o que fosse sobre este assunto, já que como deve compreender não perco tempo a consultar tal site.

g) Este texto diz tudo sobre o que o Presidente da Federação pensa da filatelia em geral e dos clubes em particular. Mas não pode negar que desconhecia que havia sido publicado o trabalho de Horácio Novais. É que você até declinou um mísero subsídio de uma ou duas centenas de euros. Na sua filatelia sempre houve “filhos e enteados”. Nós há muito percebemos que somos enteados porque não lemos pela mesma cartilha.

h) Será que para fazer um prefácio apenas basta escrever uma palavras mais ou menos bonitinhas e dirigir uma dúzia de elogios? Há muita responsabilidade na escrita de um prefácio, não basta lá colocar umas balelas, é preciso avaliar a obra em relação àquilo que já existe, como termo de comparação. Mas quem lê o prefácio da obra está implícito um ataque ao Clube Filatélico de Portugal.

i) Quando chegou a hora de prestar contas sobre o plágio, lavou as mãos como Pôncio Pilatos e decidiu pelo que lhe era mais cómodo para si (banir o Professor Marcial Passos), para além de fugir da sua responsabilidade ao ter avalizado a obra como o fez. Sr. Pedro Vaz Pereira antes de ter feito o julgamento público do Professor Marcial Passos você deveria tido a nobreza de carácter para se demitir de imediato. É que você segundo escreve pelo seu punho analisou e discutiu a obra com o Professor Marcial Passos e você tinha conhecimento da publicação da obra de Horácio Novais.

j) Mas a maior surpresa foi quando constatamos a atribuição de um prémio literário federativo ao co-autor da obra plagiada Sr. José Manuel Martins da Silva Pereira, filatelista que integra a Direcção da FPF e que em tempos usufruiu de um empréstimo vultuoso de €10.000,00 atribuído pela Associação do Vale do Neiva, que quase passou incógnito não fosse o Professor Marcial Passos ter trazido a questão a público.

k) Pediu desculpas ao Eng.º Horácio Novais pelo que aconteceu, mas nunca o fez em relação ao Clube Filatélico de Portugal como editor da obra no seu site. Hoje com “lágrimas de crocodilo” vem reconhecer que eu tinha razão, mas veio muito tarde esse reconhecimento. Vá ler o que escreveu a esse respeito na sua Filatelia Lusitana.

Meu caro senhor, estou de saída da filatelia como dirigente associativo. Não voltarei a candidatar-me a qualquer cargo seja de federadas ou de federações filatélicas. Cansei-me de Pedros, Paulos e Joões e pelos vistos agora até temos um Judas Escariote. Quem sabe se esteja a assistir à Última Ceia. É que ultimamente tenho visto com frequência textos seus clamando por Deus, pelos anjos e pelos arcanjos. Para quem era republicano e laico dos “sete costados”, vejo que se vem convertendo ao catolicismo, quem sabe ainda não o verei beatificado e canonizado como padroeiro da filatelia.

Desejo-lhe longa vida como “Grande Líder” da filatelia nacional e quiçá internacional. Nunca precisei da filatelia para me promover, pois tive sempre sucesso profissional e granjeei sempre o respeito e a admiração de todos aqueles que comigo colaboraram. Para mim a filatelia é um hobby e como tal ou me dá prazer, ou então prefiro retirar-me. E já há muito tempo que o dirigismo filatélico deixou de me dar prazer. Você precisa da filatelia para alimentar o seu “super ego”, porque é a única forma de tentar afirmar-se. Eu nunca fiz o meu “curriculum” filatélico porque entendo que me é indiferente. Para mim vale o que pensam acerca do meu trabalho e a minha certeza de que sempre pautei a minha actuação pela sobriedade, transparência e responsabilidade. Agora tem a oportunidade única de liderar o maior e melhor Clube Filatélico português e um dos maiores a nível internacional. Vai herdar um clube com um “cash flow” de cerca de 60.000 euros. É um bom pecúlio para sinal da compra da nova sede do CFP. Você por todas as críticas e obstáculos que criou às minhas direções tem a obrigação perante os associados do CFP de assumir a sua liderança e fazer um trabalho melhor do que aquele que fizemos até aqui. Não pode fugir às suas responsabilidades, assuma-as….

E para terminar quero deixar-lhe aqui um aviso. Não vou tolerar mais as suas torpes insinuações e difamações. Cuidado com o que escreve. Pense sempre meia dúzia de vezes naquilo que escrever a meu respeito porque sempre que esteja em causa a minha honra e dignidade farei aquilo que já por diversas vezes o poderia ter feito: entregar o assunto á justiça. Cuidado com o que escreve a meu respeito Sr. Vaz Pereira.

Elder Manuel Pinto Correia

Com conhecimento da Direcção do C.F.P.

 

 

 

 

Actualizado em Terça, 27 Junho 2017 00:03
 

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