CFP

Clube Filatélico de Portugal

Obliterações da Companhia de Moçambique (1892-1942) * PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Paulo Roriz Sequeira   
Quarta, 30 Setembro 2009 12:01

 

 

Obliterações da Companhia de Moçambique (1892-1942)

Estudo de Marcofilia

                                                                                                                                                               Paulo                                                                                                                                                            Paulo Sequeira

 

 

1. Obliterações da Companhia de Moçambique

 

                Pensei que seria um desafio interessante compilar um catálogo de obliterações da Companhia de Moçambique, pois apesar de existirem alguns artigos publicados sobre o assunto, não existe uma orientação esclarecedora para o coleccionador de Marcofilia. Espero que este trabalho, possa ser mais uma ajuda para todos os interessados neste assunto. No entanto ainda haverá novos tipos e localidades para acrescentar, pois a Marcofilia é uma constante descoberta filatélica.

                O estudo está orientado cronologicamente desde 1892 até 1942 reproduzindo o tipo de carimbo com indicação das estações que o utilizaram. A “Representação Gráfica do Carimbo” difere da batida e por vezes é ligeiramente diferente do original devido à dificuldade de reprodução. Outras vezes o aspecto da utilização de um carimbo no início e no fim da sua vida é muito diferente, o que dificulta a sua representação. No entanto exibe as características essenciais que permitem identificar o tipo de carimbo.

mapa
 

 

            2. Origem da Companhia de Moçambique

                “Conferência de Berlim (1884)

 

                A Conferência de Berlim, realizada em 1884, em que participaram, para além da Alemanha (anfitriã), Áustria-Hungria, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Portugal, Noruega e Turquia, definiu a ocupação militar, administrativa, económica e a delineação de fronteiras de territórios controlados pelas potências coloniais, com vista a evitarem-se futuros conflitos armados, entre as diversas potências concorrentes.

                O atraso económico de Portugal, no século XIX, não lhe permitia realizar o seu projecto colonial à revelia das potências expansionistas mais desenvolvidas, pois os seus recursos financeiros domésticos eram exíguos para as próprias necessidades internas.

 

                Companhias Majestáticas

 

                O aluguer rendoso da soberania e de poderes, foi a solução encontrada por Portugal para suprir as insuficiências financeiras de que padecia, facilitando-lhe a ocupação militar que teria de realizar e permitindo a instalação do aparelho Administrativo que lhe competia fazer, com vista a ocupar efectivamente, as fronteiras coloniais estabelecidas na Conferência de Berlim e afastar a pressão exercidas pelas outras potências coloniais interessadas em partes do território das colónias portuguesas, nomeadamente os ingleses e os alemães.

As “Companhias” de colonização, foram largamente utilizadas por quase todas as potências coloniais, para quem transferiam poderes públicos ou soberania, nomeadamente a administração civil e judiciária, a cobrança de impostos, a realização de obras públicas etc...  A acção das ‘’Companhias’’ era mais rápida, audaz e flexível do que a dos governos porque usavam processos mais expeditos e sumários no exercício da administração e do policiamento.

                A primeira ‘’sociedade’’ (1878) a quem foram feitas concessões em Moçambique, na região do rio Zambézia, foi a ‘’Societé des Fundateurs de la Companie du Zambeze’’, organizada pelo oficial do exército português, Joaquim Carlos Paiva de Andrade, que explorou as minas de carvão de Tete, falidas em 1883. Assente na reestruturação das organizações sucessivamente criadas pelo referido militar português, para além da ‘’Companhia de Ophir’’, que beneficiou em 1884 da concessão de exploração exclusiva das minas de Manica e Quiteve, e congregando novos financeiros, formou-se em 1888 a “Primeira Companhia de Moçambique”, a quem um decreto do reino de Portugal datado de 11 de Fevereiro de 1891, conferiu poderes majestáticos para administrar e explorar uma área de 134.822 km quadrados, limitada pelo paralelo 22 a Sul, pelo Zimbabwe a Oeste, pelo rio Zambeze a Norte e Noroeste e pelo Oceano Índico a Leste. A referida área, compreende as províncias de Sofala e Manica, território entre os rios Save e Zambeze.

 

                O Governo português, exigiu o direito de receber 10% dos dividendos distribuídos e 7,5% dos lucros líquidos totais e a garantia de recuperação do território pelo Estado, uma vez expirado o prazo do contrato em 1942.

Em contrapartida, a Companhia beneficiava dos seguintes direitos:

1.       - monópolio do comércio;

2.       - direito de colectar impostos e taxas;

3.       - direito de construir e explorar pontes e vias de comunicação;

4.       - privilégio de emitir moeda e selos;

5.       - monopólio da actividade bancária e postal;

6.       - direito de transferir terras para pessoas individuais e colectivas.

                O Governo português, impunha igualmente, que o corpo administrativo fosse de maioria portuguesa e exigia o privilégio de ractificar as leis e regulamentos a serem aplicados no território sob jurisdição da Companhia.”

 

3. Catálogo de obliterações postais

 

1892 ?

CMC01 “ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS / DA / COMP.ª DE MOÇAMBIQUE”  em semi-círculo

 ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS DA Cª DE MOÇAMBIQUE ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS DA Cª DE MOÇAMBIQUE, azul
 
fi1     f2     f3
 

1892

CMC02 Duplo circular datado, “CORREIO” em cima

 BEIRA MOSSORIZE SENA, violeta
 BEIRA (letras quadradas) MOSSORIZE, verde/azul
 SOFALA, azul
 BEIRA, azul (letras quadradas) MORIBANE TAMBARA
 BEIRA, violeta (letras quadradas) MORIBANE, violeta TAMBARA, azul
 BUSI, violeta SENA TAMBARA, verde
 CHILOANE, azul SENA, azul TAMBARA, violeta
 DONDO, violeta SENA, verde 
 MACEQUECE, violeta (letras quadradas) SENA (letras quadradas) 
 
f4    f5
 

1894

CMC03 Duplo circular datado, “CORREIO DE” em cima, cantos da caixa em ângulo recto

 CHERINGOMA FONTES VILLA
 CHERINGOMA, violeta FONTES VILLA, azul
 CHIMOIO GORONGOSA
 CHIMOIO, azul SAVE, azul
 
f6    f7f8
 

1895

CMC04 Duplo circular datado, “COMPANHIA DE MOÇAMBIQUE” em cima

 BEIRA GOVURO, violeta MACEQUECE, violeta
 BEIRA, azul LACERDONIA MANICA, violeta
 BEIRA, violeta LACERDONIA, azul MOSSURIZE, azul
 BEIRA (“DE” ) LACERDONIA, vermelho MOSSURIZE, verde
 BUSI LACERDONIA, violeta SENA
 BUSI, violeta NEVES FERREIRA SENA, azul
 CHILOANE NEVES FERREIRA, verde SENA, violeta
 CHIMBUÉ, vermelho NEVES FERREIRA, violeta SENA, vermelho
 CHIMBUÉ, violeta MACEQUECE SOFALA
 GOVURO, azul MACEQUECE, azul SOFALA, azul

f9    f12f10f11
 

1898

CMC05 Duplo circular datado, “ADMINISTRAÇÃO ...”  à volta
 
 ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS DA Cª DE MOÇAMBIQUE, azul
 ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS DA Cª DE MOÇAMBIQUE, roxo
 ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS DA Cª DE MOÇAMBIQUE, verde
 ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS DA Cª DE MOÇAMBIQUE, violeta
 
f13     f14
 

1900

CMC06 Duplo circular datado, “CORREIO DE” em cima, cantos da caixa datadora cortados

 
 CHIMOIO
 CHIMOIO, azul
 CHIMOIO, violeta
  
f15      f16
 
 
1902

CMC07 Hexagonal datado, partes horizontais da caixa rectas ou pouco circulares

 BARTHOLOMEU DIAS GORONGOZA  MARROMEU, violeta
 BARTHOLOMEU DIAS, azul GORONGOZA, azul MOCOQUE
 BARTHOLOMEU DIAS, violeta GORONGOZA, verde MOCOQUE, violeta
 BEIRA GORONGOZA, violeta NOVA LUZITANIA
 BEIRA, azul JOFANE, violeta c/ traços horizontais NOVA LUZITANIA, violeta
 BEIRA, verde MACEQUECE  NOVA SOFALA
 BEIRA, violeta MACEQUECE, violeta  NOVA SOFALA, violeta
 BEIRA, violeta, c/ traços horizontais
 MAMBONE  SENA
 CHEMBA MAMBONE, verde SENA, violeta
 CHILOANE, violeta MAMBONE, violeta 
 CHINGUNE MARROMEU 

f17  f18   f19
 

1902

CMR08 Hexagonal datado “REGISTO/BEIRA”, palavras inscritas em triângulos

 BEIRA, azul BEIRA, verde BEIRA, violeta
 
f20    f21     f22
 

1906

CMA09 Hexagonal datado, “AMBULANCIA/BEIRA” com partes horizontais da caixa rectas

 BEIRA BEIRA, violeta
 
f23           f24

Nota: existe com o bloco datador invertido

 

1907

CMR10 Hexagonal datado, “REGISTO/BEIRA” com partes horizontais da caixa rectas

 
 BEIRA BEIRA, violeta
 
f25          f26
 

1910

CMC11 Hexagonal datado, “CORREIO” em cima, ano com 4 dígitos

 BEIRA, violeta  MARROMEU, violeta VILA MACHADO, violeta (letras baixas)
 BEIRA, violeta MASSANGENA, violeta VILA PERY
 CHEMBA, violeta NOVA SOFALA, violeta VILA PERY, violeta
 INHARUCA, violeta SPUNGABERA VILLA FONTES, violeta (letras altas)
 LACERDONIA, violeta VILA FONTES VILLA MACHADO, violeta (letras altas)
 MANDIGOS VILA FONTES, violeta VILLA P. D’ANDRADA, violeta (letras altas)
 MANDIGOS, violeta VILA FONTES (letras baixas) VILLA P. DE ANDRADA, violeta (letras baixas)
 MARROMEU, azul  VILA FONTES, violeta (letras baixas) V. P. D’ANDRADA

f27      f28
 

1911

CMV12 Hexagonal datado, “VALES E ORDENS” em cima, ano com 4 dígitos

            Existem 2 subtipos deste carimbo com diferentes tamanhos da conjunção “E”, além de outras pequenas diferenças. A característica é a localização do traço do meio do “E”: no primeiro subtipo é visível a aproximação ao traço superior, enquanto que no segundo subtipo se encontra no meio do “E”. Os selos que se apresentam são os dois subtipos.

 BEIRA, violeta
 
f29           f30
 

1912

CMA13 Hexagonal datado “AMBULANCIA” em cima, ano com 4 dígitos

 BEIRA-UMTALI, violeta
 
f31           f32
 

1917

CMC14 Hexagonal datado “CORREIO” em cima, partes laterais da caixa ovais nítidas

 BEIRA MARROMEU, vermelho
 BEIRA, violeta MARROMEU, violeta/castanho
 CHEMBA TAMBARA, violeta
 INHAMINGA VILLA / PAIVA D’ANDRADA
 INHAMINGA, violeta VILLA / PAIVA D’ANDRADA, azul
 MACEQUECE VILLA / PAIVA D’ANDRADA, violeta
 MARROMEU 

 
f33      f34     f35
 

1919

CMR15 Hexagonal datado, “REGISTO/BEIRA”, partes laterais da caixa ovais

 BEIRA BEIRA, violeta
 
f36           f37
 

1926

CMR16 Hexagonal datado, “REGISTO/BEIRA” com partes laterais da caixa ovais, difere do tipo anterior nas curvas menos acentuadas da caixa.

 BEIRA

38           f39
 

1923

CMC17 Hexagonal datado, “CORREIO” em cima, partes laterais da caixa redondas

 BARTHOLOMEU DIAS ESPUNGABERA
 BARTHOLOMEU DIAS, violeta MACEQUECE, vermelho
 CHIRAMBA (necessita confirmação) VILA PERY
 
f40      f41
 

1924

CMA18 Hexagonal datado, “AMBULANCIA” em cima, partes laterais da caixa redondas

 BEIRA-UMTALI BEIRA-UMTALI, vermelho BEIRA-UMTALI, violeta
 
f42     fi44   
  
 

1925
CMV19 Hexagonal datado, “VALES E ORDENS” em cima, partes laterais da caixa redonda

 BEIRA BEIRA, violeta
 
f45           f46
 

1927

CMC20 Hexagonal datado, “CORREIO” em cima, partes laterais da caixa redondas

SENA / VILA FONTES
 
f46           f47
 

1931

CMV21 Hexagonal datado, “VALES E ORDENS” em cima, curvas suaves

 BEIRA
 
f48           f49
 

1924

CMA22 Circular datado, “AMBULANCIA” em baixo

 BEIRA-UMTALI BEIRA-UMTALI, violeta
 
f50           f51
 

1926

CMC23 Circular datado, “CORREIO” em cima, letras pequenas

 BEIRA LACERDONIA
CHINGUNE VILA MACHADO
 
f52      f53
 

1929

CMP24 Hexagonal datado, “PORTEADA” em cima, laterais da caixa rectas

 BEIRA
 
f54           f55
 

 1931

CMR25 Hexagonal datado, “REGISTO” em cima, laterais da caixa rectas

  BEIRA
 
f56           f57
 

1930

CME26 Hexagonal datado, “ENCOMENDA POSTAL” em cima

 BEIRA
 
f58           f59
 

1931

CME27 Hexagonal datado, “ENCOMENDAS POSTAIS” em cima

 BEIRA
 
f160           f61
 

1931

CMD28 Hexagonal datado, “VALOR DECLARADO” em cima

 BEIRA
 
f62           f63
 

1931

CMC29 Circular datado, “CORREIO” em cima

 BANDULA LACERDONIA (letras altas) SENA
 BARTOLOMEU DIAS MACOVANE SOFALA
 BEIRA MAMBONE SPUNGABERA
 CHEMBA MARROMEU SPUNGABERA, violeta
 CHINGUNE MOCOQUE VILA / PAIVA D’ANDRADA
 CHINGUNE, violeta MURRAÇA VILA FONTES
 DONDO NOVA LUZITANIA VILA PERY
 GONDOLA NOVA LUZITANIA, azul 
 INHARUCA (Gare) NOVA LUZITANIA, violeta 
 
f64      f65
 

1931

CMA30 Circular datado, “AMBULANCIA” em cima

 BEIRA-UMTALI I BEIRA-UMTALI II
 
f66      f67
 

1932

CMP31 Circular datado, “DISTRIBUIÇÃO” em cima

 BEIRA
 
f68           f69
 

1936

CMP32 Circular datado, “POSTA RESTANTE” em cima

 BEIRA
 
f70    f71 f72

Anterior a 1935


CMT33 Numerador com 5 algarismos

 castanho
 preto azulado
 violeta
 
f73     f73
 

1935

CMT34 Hexagonal datado, “COMPANHIA DE MOÇAMBIQUE / SERVIÇO TELEGRÁFICO / CENTRAL BEIRA”

 CENTRAL BEIRA CENTRAL BEIRA, azul
 
f73      f174  f75
 

1935

CMT35 Duplo circular datado, “COMPANHIA DE MOÇAMBIQUE”

 RÁDIO VILA PAIVA RÁDIO VILA PERY, ??? RÁDIO ???, violeta
 
f76      f77 f78
 

1935

CMR36 Hexagonal datado com hora, “REGISTO” em cima, laterais da caixa rectas

 BEIRA
 
81      f80
 

1938

CMV37 Hexagonal datado com hora, “VALES E ORDENS” em cima, laterais da caixa rectas

 BEIRA
 
f79           f82
 

1938

CMC38 Circular datado, “CORREIOS E TELEGRAFOS” em cima

 MAMBONE NOVA LUZITANIA, violetaVILA PERY
 
f83    f84
 

1938

CMC39 Hexagonal datado, “CORREIO AÉREO” em cima

 BEIRA
 
f85      f86
 

1938

CMR40 Hexagonal datado, “CORREIO AÉREO / REGISTOS” em cima

 BEIRA
 
f87    f88
 

1942

CMC41 Duplo circular datado, “CORREIOS E TELEGRAFOS” em cima

 VILA FONTES NOVA LUZITANIA, violeta
 
f89           f90
 
 

3.2. Obliterações mudas datadas

 

CMU01 Oval datado com barra verticais

 
f91   f92
 

CMU02 Hexagonal datado com estrias diagonais ou sem estrias devido à sujidade e ao desgaste (possivelmente seria um carimbo antigo limado)


 f93          f94
 

 

3.3. Obliterações mudas

 

Este tipo de obliteração é muito duvidoso, devendo ser na maior parte dos casos carimbos de favor para satisfazer as necessidades dos coleccionadores de selos usados. Podem ser falsos ou até estrangeiros. Aparecem também noutras colónias tipos semelhantes.

 

CMU03 oval com 7 barras

CMU04 6 barras a azul

CMU05 barra grossa, possivelmente marca de barramento de correio aéreo

 
f95 
 

 

3.4. Obliterações por identificar

 

Só se conhecem obliterações parciais, no entanto considero importante aparecerem neste estudo pois podem surgir os complementos das batidas o que permitirá a sua identificação.

f96
 Carimbo de borracha de Sofala de origem desconhecida.

 f97     f98
  Possível carimbo Administrativo da Companhia batido a preto e a violeta, com a Árvore das Patacas ao centro. 
 
f100
Carimbo batido a violeta de 1933 com “...AL BEIRA” em baixo. Será um carimbo da CENTRAL BEIRA?

 

 

3.5. Obliterações falsas

 

Os selos da Companhia de Moçambique, emissão dos Elefantes, foram alvo de falsificações diversas. Com elas também apareceram carimbos falsos que se apresentam a seguir.

 
f101   f102                              f102     f103
                          Hexagonal datado com 4 dígitos no                                    Hexagonal datado com 2 dígitos no   
                          ano, BEIRA ladeado de estrelas.                                          ano, BEIRA ladeado de estrelas.
 
 

3.6. Marcas postais não obliterantes

 

            Estas marcas que se apresentam aparecem como segundo carimbo no selo e não foram utilizadas como obliteração ou como inutilização de recurso.

 

            Além destas marcas também existem selos com marcas de “AR”, de registo , “REFUSÉ / RECUSADO”, “INCONNU / DESCONHECIDO” e outras em selos dos anos 20 dos quais não consegui obter exemplares. Apenas observei um selo com a marca “PAGO”.


                       f104     f105                                                f106
                                           CORREIO / MARROMEU, violeta                                                               Utilização Fiscal
Todos os exemplares observados tinham como obliteração o carimbo CMC04 “ADMINISTRAÇÃO ...”

f107                                       f108  f109

                                Marca postal “PAGO”                                                  Marca postal de REFUGO

 

 

3.7. Marcas de empresas com função obliteradora


f109
LUDW. DEUSS ... / CHINDE, violeta. Empresa de transporte fluvial no rio Zambeze
 
 f111                                                             f110
           ...CTORY LIMIT ..., azul SENA SUGAR FACTORY LIMITED                                ...BAY AGENCY ..., violeta

 

 

3.8. Obliterações de companhias ferroviárias Inglesas

 

A exploração da rede ferrovária foi feita através de concessões a empresas de caminho de ferro criadas para o efeito, controladas por empresas ferroviárias de maior dimensão já instaladas na região Africana. Estes carimbos pertencem às empresas concessionárias da linha da Beira.

                Carimbos da linha Trans-Zambézia, que ligava Dondo a Murraça só são conhecidos em selos de Moçambique na emissão Império.


CMF01 Beira Railway Cº, Ltd. / Umtali 
f112

 

1927

CMF02 Beira & Mashonaland & Rhodesian Railways / Gondola


     f114               f113 
 

 

1935

CMF03 Duplo circular com R. RLY LTD em cima (Rhodesian Railways Ltd.)

 DONDO VILA PERY

f115                f117
 

CMF04 Beira & Mashonaland & Rhodesian Railways / Macequece Station

 
f119            f118 
 

 

3.9. Obliterações marítimas Portuguesas

 

                          CMM01 PAQUETE / PAQUEBOT                                               CMM03 PAQUEBOT / PAQUEBOY

 
f122f120        f121f123
 
 

CMM02 PAQUEBOY

f125        f124
 
 
CMM04 Carimbo com PAQUETE-PAQUEBOT inscrito num rectângulo com cantos arredondados
 
 PAQUETE-PAQUEBOT PAQUETE-PAQUEBOT, vermelho
 
f126  f127
 
 
 

3.10. Obliterações marítimas estrangeiras

 

1898

CMN01 Linhas Alemãs, circulares DEUTSCHE SEEPOST em cima

 OST-AFRIKANISCHE HAUPTLINIE (a, k, l) OST-AFRIKANISCHE ZWEIGLINIE
 
f128  f129   f129   f130
 

CMN02 Duplo circular MOMBASA / PAQUEBOT (Quénia)1898

 
F131      F132
 
 

 CMN03 Linhas Egípcias, oval KHEDIVIAL MAIL LINE

  S.S. TAIF, violeta
 
 F133

 

CMN04 Linhas Holandesas, rectangular datado * H. AFR. L. (Holland-Africa Lijn) em cima

 M.S. BOSCHFONTEIN, violeta  S.S. SHRINGFONTEIN, violeta
 
F134
 

 1937

CMN05 Linhas Alemãs, duplo oval DEUTSCHE SCHIFFSPOST, DEUTSCHE AFRIKA-LINIEN

 HAMBURG-AFRIKA

a - Adolph Woermann

 
F135    F136
 

CMN06 Linear S.S. “PAKLIWA” a violeta

 
F137     f138
 

 

3.11. Obliterações estrangeiras de chegada

 

CMX01 Circular UMTALI / RHODESIA

CMX02 Circular SALISBURY / MASHONALAND

CMX03 Circular ZANZIBAR

 
f139  f140    f141

 

4. Lista das localidades com obliterações conhecidas (ortografias diferentes)

 BANDULA DONDO MAMBONE  SENA
 BARTHOLOMEU DIAS ESPUNGABERA MANDIGOS SOFALA
 BARTOLOMEU DIAS FONTES VILLA MANICA SPUNGABERA
 BEIRA GONDOLA  MARROMEU TAMBARA
 BUSI GORONGOSA MASSANGENA VILA FONTES
 CENTRAL BEIRA GORONGOZA  MOCOQUE VILA MACHADO
 CHEMBA GOVURO MORIBANE VILA PAIVA D’ANDRADA
 CHERINGOMA INHAMINGA MOSSURIZE VILA PERY
 CHILOANE INHARUCA  MURRAÇA VILLA FONTES
 CHIMBUÉ INHARUCA (Gare) NEVES FERREIRA VILLA MACHADO
 CHIMOIO JOFANE NOVA LUZITANIA VILLA P. D’ANDRADA
 CHINGUNE LACERDONIA NOVA SOFALA VILLA P. DE ANDRADA
 CHIRAMBA MACEQUECE SAVE V. P. D’ANDRADA

 

É possível que existam marcas das seguintes localidades: Chimanimani, Mavita, Machipanda, Sança entre outras. São referenciadas por terem estação postal, mas ainda desconhecidas obliterações sobre selos da Companhia de Moçambique.

            Em relação à marca de Chiramba, consta na lista dos carimbos do Museu Postal de Moçambique e ainda observei um postal máximo de favor, possivelmente do tipo CMC17. Apesar de parecer não ter sido usado na estação, não deixo de referir esta particularidade.

 

5. Considerações finais

 

                Finda a concessão em 1942 é normal aparecerem selos de Moçambique com os carimbos da Companhia, em especial com os tipos de carimbos mais recentes utilizados nos anos 40.

                Também aconteceu esporadicamente, a utilização de obliterações de Moçambique em selos da Companhia (por ex: Chinde, Coluna do Barué).

 

                6. Agradecimentos

 

                Este estudo só foi possível graças à colaboração e disponibilidade total dos distintos amigos filatelistas: Joaquim Trindade, Guilherme Rodrigues, José Altino Pinto, Luís Frazão e Francisco Simões. Uns especialistas em Moçambique, outros em assuntos transversais às nossas colónias, deram a sua importante e inevitável contribuição num estudo desta natureza, com as suas peças e conhecimentos. Só me resta apresentar os meus agradecimentos a todos os envolvidos.

 

                7. Bibliografia e fontes consultadas

 

Site de internet “::STOP - O portal de referencia em Moçambique”, http://www.stop.co.mz/

“Marcofilia do Serviço Postal Ambulante de Portugal  e Ultramar”, Guedes de Magalhães, NAFCP, 1986

 

 

Actualizado em Quinta, 01 Outubro 2009 15:55
 

Procura

 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack