CFP

Clube Filatélico de Portugal

Editorial do Boletim do C.F.P. nº 441, de Setembro de 2013 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por cfportugal   
Quinta, 14 Novembro 2013 13:16

 
 

Mais um número do nosso Boletim é apresentado aos nossos associados, este com um ligeiro atraso motivado por razões de força maior. Há opiniões dispares quanto aos conteúdos do nosso boletim. Há quem entenda que o boletim é extremamente técnico com a maioria dos artigos apenas virados para os grandes coleccionadores; há os que entendem que temos artigos básicos que não deveriam ser publicados no nosso boletim atendendo a sua excelência, assim como há quem pense que o boletim deveria ser um prolongamento do seu álbum de família alimentando a sua fogueira das vaidades. O boletim é de todos os associados, e por tal razão deve contemplar artigos de investigação, com alguma complexidade, mas também artigos de divulgação e informação mais acessíveis a uma grande maioria de coleccionadores, porém nunca um meio de propaganda pessoal. Sempre foi este o rumo que traçamos para a nossa revista e permaneceremos nesse rumo enquanto formos o seu editor.

E já que focamos este assunto sempre entendemos a filatelia, em primeira instância, como um passatempo, uma paixão de vida, e como tal deverá ser compreendido como uma actividade de entretenimento livre que se desenvolve individual ou colectivamente, sempre imbuído de um sentimento altruísta e ao mesmo tempo cultural. A filatelia não é um jogo envolvendo regras predeterminadas e objectivos, onde alguém consegue vislumbrar atletas de alta competição.

                E vem isto a propósito, porque hoje a filatelia transformou-se numa selva onde no confronto de ideias vale tudo, incluindo ser um modo de afirmação pessoal quando não se consegue a sua afirmação profissional. E no meio desta selva há espaço para todas as espécies; daqueles que querendo estar de bem “com deus e com o diabo” se entretêm criticando o opositor mas que no primeiro momento se apresentam ao beija-mão papal, não vá o diabo tecê-las e caírem na desgraça; daqueles que sendo violentamente ofendidos por palavras e actos se apresentam na primeira fila, com traje de gala e de peito inchado, para receberem uma honraria estrategicamente outorgada; daqueles que violentamente ofendidos no desempenho das suas funções se amedrontam e embora carpindo as mágoas com amigos, na primeira ocasião surgem exuberantes no seu servilismo; daqueles que tudo aceitam e suportam porque um “dossier” com provas irrefutáveis, e sistematicamente recordado, lhes promete arruinar a vida; daqueles que com a miragem de uma “medalha de cortiça” denunciam os laços de amizade e solidariedade para com aqueles que sempre os aceitaram como amigos; daqueles que sendo acusados de trapaças e roubos são glorificados como os maiores do burgo quando aos interesses instalados lhes dá jeito, e exultam com a honraria; daqueles que sendo uns oportunistas em vida foram glorificados à sua morte porque isso convém em determinado momento; daqueles que se “rendem” por uma viagem; daqueles que sendo filatelistas fazem da filatelia um modo de sustento financeiro; daqueles que se alheiam e não conseguem tomar uma atitude digna em defesa da filatelia; daqueles que assistindo aos atropelos assobiam para o lado e fingem não ver; daqueles que pensam e agem no pressuposto de que tudo é permitindo em filatelia; daqueles que se arrogam serem os donos da filatelia; daqueles que amedrontados recusam a publicação de artigos para não ferir susceptibilidades……….

                E é por estas razões que hoje entendemos ter chegado o momento de reflectir sobre se valerá a pena manter-mo-nos nesta selva. Não vou cair na tentação de me considerar uma vítima dela. Provavelmente, e involuntariamente acabamos por cometer erros nessa vivência, mas há uma certeza: é que jamais agimos com prepotência, com despautério, com deslealdade, nem nunca obrigamos ninguém a agir contra a sua vontade por coacção ou outra forma de pressão. Nunca cobramos fidelidade a ninguém, cada um foi livre de agir em função da sua vontade. Há dez anos que somos vítimas de atitudes persecutórias, raiando o absurdo e a intolerância. Fomos confrontados com queixas à Autoridade da Concorrência, Autoridade Tributária, à Entidade Reguladora da Comunicação Social, intentaram uma providência cautelar tendo como finalidade acabarem com os nossos leilões, somos sistematicamente bombardeados com emails e cartas criticando tudo e todos e com ofensas pessoais, cortes nos subsídios, ataques violentos e sistemáticos em editoriais e artigos, etc. etc.. Sempre nos defendemos e nos mantivemos serenos, porque o que está em causa é a sobrevivência do nosso Clube. No passado guerras intestinas levaram ao encerramento de grandes clubes. Não caímos nessa armadilha.

 

                Perante isto cabe perguntar: valerá a pena sacrificarmos o nosso bem estar em prol de um associatismo filatélico decadente?

 

Elder Manuel Pinto Correia 
 

 
E agora SEM COMENTÁRIOS a resposta do Sr. Pedro Vaz Pereira
 

 

Estimado Sr Élder COrreia

Presidente do Clube Filatélico de Portugal

 

Junto remeto o editorial escrito pelo Sr. Élder Correia no último boletim do Clube Filatélico de Portugal, publicado esta semana.

 

Francamente quando o li o seu editorial até me vieram as lágrimas aos olhos!!!

 

Julga-se então o Sr. Élder Correio um anjo celestial, e todos os outros filhos do diabo, malandros que não o deixam em paz!!

 

Já pensou o Sr. Élder Correia porque tem tido tantos problemas com tanta gente? Não será porque o Sr. Élder Correia com os seus  procedimentos ao longo de todos estes anos os tem motivado? Evidentemente que é!!

Vem agora com esta lenga-lenga do coitadinho tentar lançar sobre os outros as responsabilidades, que apenas são suas e de mais ninguém.

Continua a faltar-lhe a coragem, já que como habitualmente no seu editorial lança acusações, atira pedras, insulta, mas..... não tem a coragem de dizer quem são os personagens. Será que aquilo que escreve é verdade? É porque a ser verdade, nada lhe custaria escrever os nomes das pessoas que acusa no seu editorial de serem uns malandros. Venham lá os nomes meu caro Élder  Correia, venham lá!!!

 

Meu caro Sr. Élder Correia, você ainda não compreendeu que é o problema? Você ainda não compreendeu, que a filatelia portuguesa está farta de si. Você semeou ventos e agora está a colher tempestades.

Faça os leilões, cobre o IVA e pague-se ao Estado e certamente mais ninguém o incomodará.

Se não conseguir então demita-se, vá para casa, deixe para os outros a pacificação na filatelia, que consigo nunca será alcançada.

 

Há alguns anos o Rei de Espanha, Juan Carlos de Boubon recomendou a Hugo Chaves, Presidente da Venezuela: por não te calas, porque não te calas!

Julgo sinceramente que o você devia fazer o mesmo, ou seja, deixar de atacar os outros e tentar dialogar com as gentes da filatelia de Portugal e não apenas com o seu clã do CFP. Essa meia dúzia dar-lhe-á sempre razão se calhar ........ !!!

 

Melhores cumprimentos

Pedro Vaz Pereira

Presidente da Direcção da FPF

  
Actualizado em Sábado, 07 Dezembro 2013 21:20
 

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